Ir para o conteúdo

Minha trajetória

Pediatria é minha missão de vida.

MÉDICA · CRM-PR 36.014 · Pediatria · RQE 29.539

Sou médica há mais de três décadas. Durante todo esse tempo, algumas coisas na minha maneira de exercer Medicina mudaram profundamente. Outras permaneceram exatamente iguais — a principal delas é a certeza de que cuidar de crianças é o trabalho que escolhi para a minha vida.

Minha formação começou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e seguiu pela Pediatria. Com o passar dos anos, percebi que experiência médica não deveria nos fazer perguntar menos. Deveria nos ensinar a fazer perguntas melhores.

Dra. Marta Burlamaqui em seu consultório

A Medicina que me formou

Antes de questionar a Medicina, aprendi profundamente o seu valor

Durante uma parte muito importante da minha vida profissional, trabalhei dentro de hospitais, incluindo UTI neonatal e UTI pediátrica. Convivi com prematuros, recém-nascidos e crianças em situações críticas. Ali aprendi o valor extraordinário da Medicina convencional: vi antibióticos salvarem vidas, ventilação mecânica sustentar crianças enquanto seus organismos se recuperavam, tecnologia e equipes altamente capacitadas mudarem desfechos em poucas horas.

20 anosde atuação hospitalar,
UTI neonatal e UTI pediátrica

Minha aproximação com a Saúde Integrativa nunca nasceu da rejeição a essa Medicina. Nasceu de outra pergunta.

Eu sabia o que a Medicina podia fazer quando tudo dava errado. Passei a perguntar o que poderíamos fazer muito antes disso.

Novas perguntas

Quando comecei a fazer outras perguntas

Por que tantas vezes falávamos seriamente sobre alimentação apenas quando já existia um problema? Por que sono, atividade física, rotina, ambiente e prevenção ocupavam um espaço tão pequeno em algumas consultas? Por que uma criança que adoecia repetidamente muitas vezes recebia apenas o tratamento do episódio seguinte?

Essas perguntas não me afastaram da Pediatria. Fizeram com que eu me aprofundasse ainda mais nela.

Neurodesenvolvimento

Como o autismo chegou à minha vida

O neurodesenvolvimento passou progressivamente a ocupar uma parte muito importante dos meus estudos e da minha prática. Crianças com TEA, TDAH e outros desafios do desenvolvimento me ensinaram algo fundamental: um diagnóstico nunca pode fazer desaparecer a criança que existe por trás dele.

Uma criança com autismo também pode ter dor. Pode estar constipada. Pode ter refluxo. Pode dormir muito mal. Pode apresentar seletividade alimentar importante, uma deficiência nutricional ou alergias — e pode não conseguir nos contar claramente o que está sentindo. Por isso, diante de uma mudança de comportamento, de sono ou de funcionamento, procuro evitar uma resposta que considero perigosa: “é do autismo”.

Um diagnóstico nunca pode fazer desaparecer a criança que existe por trás dele.

Meu trabalho não é encontrar uma causa única para o autismo nem prometer sua reversão. Meu trabalho é continuar fazendo Pediatria: identificar aquilo que é tratável, aliviar aquilo que acrescenta sofrimento e oferecer àquela criança as melhores condições de saúde possíveis para se desenvolver.

A escolha da Saúde Integrativa

Eu não abandonei a Medicina que conhecia. Ampliei as perguntas.

A aproximação com a Saúde Integrativa foi resultado de anos de prática e de uma inquietação crescente diante de uma Medicina muitas vezes excelente para tratar a doença já estabelecida, mas que nem sempre dedicava o mesmo espaço à construção da saúde. Continuei estudando — aprofundei-me em Nutrologia, Homeopatia, Saúde Integrativa e, depois, em abordagens relacionadas ao neurodesenvolvimento.

Não encontrei uma Medicina que substituísse aquilo que eu já conhecia. Encontrei ferramentas que me ajudaram a ampliar o raciocínio clínico. Hoje, quando avalio uma criança, continuo procurando diagnósticos e utilizando medicamentos, exames, especialistas e tratamentos convencionais quando necessários — mas também pergunto como ela se alimenta, como dorme, como cresce, como funciona seu intestino e o que pode estar mantendo ou agravando os sintomas.

Não deixei de ser pediatra. Passei a fazer mais perguntas.

Como busco causas

Buscar causas exige curiosidade — e humildade científica

Isso não significa acreditar que todas as doenças tenham uma única causa escondida. Existem predisposições genéticas, interações entre genética e ambiente, fatores contribuintes que não são causas — e perguntas para as quais a ciência ainda não tem resposta.

A criança inteira, não o sintoma isolado

Um quadro de pele, um intestino que não funciona e um sono ruim raramente são três problemas separados. A avaliação parte do princípio de que estão conectados até que se prove o contrário.

Escuta como instrumento clínico

A história contada pela família é dado clínico, não introdução à consulta. Boa parte das hipóteses nasce de detalhes que só aparecem quando existe tempo para contar.

Evidência e individualização juntas

Diretriz existe para orientar, não para substituir o raciocínio sobre aquele paciente. A conduta padrão é o ponto de partida, não o ponto final.

Humildade científica

Buscar causas não significa criar explicações fáceis. Significa não interromper o raciocínio prematuramente — e reconhecer quando a ciência ainda não tem a resposta.

A família também faz parte

Não acredito que a saúde de uma criança exista isoladamente

A criança faz parte de um sistema, e esse sistema é, antes de tudo, sua família. Orientar uma criança muitas vezes significa também ajudar os adultos ao seu redor a encontrar caminhos possíveis — não um modelo ideal de vida que a família não conseguirá sustentar.

Medicina também precisa caber na vida real.

Formação

Continuo estudando porque a Medicina continua mudando

Depois de mais de três décadas de profissão, não considero a experiência uma autorização para deixar de questionar.

  1. Graduação em Medicina

    Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

  2. Residência em Pediatria

    PUC-RJ

  3. Pós-graduação em Saúde Integrativa

    Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa — Universidade Anhanguera

  4. Pós-graduação em Nutrologia

    USP — Ribeirão Preto

  5. Pós-graduação em Homeopatia

    Instituto Hahnemanniano do Brasil (IHB-RJ)

  6. Pós-graduação em abordagem integrativa do TEA e TDAH

    UniAmérica

Depois de todos esses anos

Continuo apaixonada pela Pediatria

Uma criança nunca é apenas um diagnóstico. É um corpo em desenvolvimento, uma história que está começando, uma família, uma vida inteira pela frente. Poder participar dessa construção, orientar uma família, prevenir aquilo que é possível prevenir e cuidar quando a doença aparece continua sendo, para mim, um privilégio enorme.

Pediatria não foi apenas a especialidade médica que escolhi. Tornou-se minha missão de vida.

Quer entender como a consulta funciona na prática?

Da preparação ao plano final, cada etapa está descrita em detalhe.

Pediatria não foi apenas a especialidade médica que escolhi

Tornou-se minha missão de vida. Vamos conversar sobre a sua criança.

Falar no WhatsApp